quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Pensamentos saltitantes

Os pensamentos pulam de uma cabeça para outra.
Que os carrega e depois descarrega,
aos poucos,
ou de uma só vez.

Os pensamentos curtos são os que saltitam mais.
De uma cabeça a outra.
O dia todo, sem parar.

E quando dormimos, ficam pulando
de uma perna só,
no mesmo lugar.

Café

- Não faço café.
- Como não! E as visitas?
- Não recebo visitas.

Reclamação

As criaturas inferiores reclamam e protestam.
Exaltam-se com facilidade.

sábado, 6 de setembro de 2014

Ego inflado

No profundo
e obscuro
vácuo da mente.

Procurando "eu"
não encontrei nada
além de mais profundidade.

Aquele não percebido,
sem atributos,
é "eu".

Ele é antes uma negação do que uma presença.
Isso incomoda o pequeno ego,
que busca preencher aquele vazio incomensurável
inflando-se.
Mas não adianta inflar o ego,
por maior que o ego pareça
não preencherá sequer ínfima parte
do "eu".

Assim debate-se o inflado ego
tentando vencer o grande vazio sem fim.

Luta vã.

O ego merece seu exato tamanho,
nada mais nada menos,
na sua efêmera existência.

Ali no seu tamanho próprio,
tranquilo no infinito de si mesmo,
ele encontra repouso.

Desse modo pode o ego realizar sua fátua viagem,
nessa fagulha momentânea
que chamamos de vida.




Aptidão

Aptidão à subverniência
que se adquire desde a infância
sob ameaça de violências de toda espécie
atrofia
o senso de justiça
e
arrasa
com princípios morais de qualquer um.
Sou grato
por meus pais
e professores
que me ensinaram
com amor.
Estes que estão ao meu redor
são frutos da ignorância.
Mas não importa o quanto imaturos são,
fui forjado num metal que eles desconhecem.
E não me curvarei às suas imundícies
de cão.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Casuística - quinta

1. Ratos
Imagine uma gaiola cheia de ratos
cada qual na sua postura
de atenta observação
de fraquezas.

Prontos pra roubar
pra se defender
atacar
e matar.

Ficam nesta postura
o dia todo
em constante frenesi
até o inevitável.

Em algum momento
um rato irá morder outro
e um terceiro vai se aproveitar
disso.

Não entram questões
no meio dessa história
somente fatos.

É assim que se sente
qualquer um
em instituição
cheia de ratos.



2. Meu filho e eu

Não nos falamos muito
dizer o quê?
Não queremos correr o risco
de aborrecer a harmonia.
De sair da paz serena,
cair em redundâncias
ou perder tempo com besteiras.

O barco saculeja
enquanto navegamos nessa vida
de internet.

Queria dizer o quanto o amo
mas faço apenas passar as mãos
em seus ombros,
alguma vez na cabeça.

Fico escondendo dele
o medo de lhe assustar
com minha idade já ida
de tanta dor e recaída.

Sou pra mim e pra ele
um verdadeiro professor
que diz o melhor a fazer
ensina coisas que já esquecia
retira
e limpa o mofo
do rapaz que também já fui,
e lá desse fundo
recobra a força de jovem luz
que espera ansioso sua vez.

Estamos cá eu ele lá
juntos singrando mar
navegantes de internet.

O silêncio é cortado por poucas
e boas gargalhadas.
Nada melhor que a alegria
espantadora de tédios
e receios.



3. Johan sumiu de novo

A mãe dele liga nove horas da noite
falando alto
já é tarde e não sabe onde Johan está,
já procurou em todo lugar.

Promete surra homérica
eu começo a doer só de ouvir
aquelas bravezas
de vingança num menino
de doze anos.

Saio correndo
não tenho medo
sei que Johan deve estar distraído do tempo
na casa de algum coleguinha,
corro pra evitar o trauma
da surra que lhe espera
de cinta prometida.

A distância é longa
e receio não chegar a tempo
de salvar a pele
de meu querido menino
da dor, do inchaço
e mais ainda
do pavor de sua mente
de adolescente.

Chegamos na hora exata,
levo Eric na garupa,
sua mãe já sai nervosa
dizendo que ele chegou,
eu pergunto: você bateu?!

Não ainda espero ele sair do banho.

Entro eu e abro a porta do banheiro
e lá está ele
a figura de um desespero infantil,
desarmado, aflito e nu!

Converso com ele,
ele chora, eu garanto
que convenço a mãe dele
de não bater. Fique tranquilo
meu filho.

Lembrei da lei da palmada
e explico pra mãe dele
que se bater vou chamar o juizado
de menores.

Ela reluta e diz que quando criança
apanhava também.
Eu sorrio
lhe aponto
e digo:
- Tá vendo no que deu.

Quando chego em casa ligo pra Johan
ele atende satisfeito
escapulido do mal feito
agradecido me diz que vai ler
mais um capítulo do livro
que lhe dei.

Durma bem meu filho, papai te ama.





4. Mergulho nas palavras

Mergulhado em palavras
das quais não há saída.
De poucas
não de muitas,
que muitas palavras
são para poucos.

Não mas tenho muitas
poucas poucas
costurando retalhos de pano
de palavras
pobre mente pertubada.

Já as ouvi todas
um tanto quanto sem conta
mas se gravo algumas
alinhavando estas linhas
são poucas
que saltam vistas
a ponto de apanhar e escrever.

Apesar da piscina estar cheia
a água é suja
lamacenta
sobram poucas palavras
boiando inertes
prontas.

O resto decanta no fundo
grudadas, pesadas
e obscurecidas,
falta vida.

Consumo palavras
neste meio tempo
que não termina.
A maioria perdida,
esquecida.
Pairo cego sobre estas.
Cato somente as que esbarro
enquanto perambulo
neste caminho escuro.

É.
É a minha vida.
Sem importância.
Apenas com palavras
repetidas - quando não mudas -
fazendo poesia de mentira
que não enreda, nem cura,
é antes purga.

Desconfio que mergulhado estou
em palavras que não me querem,
só de teimoso, rude e impuro
na ousadia de quem não tem medo
de ser trouxa, esquisito, diferente,
arredio; continuo costurando
estas linhas.

Gosto de coisa limpa
brilhante e atentiva
talvez por hora me engane
que porventura noutros tempos
futuros, de experiência tida
desses brutos versos
caia o limo, rape a sujeira,
lime, limpe e lapide,
até que surja
coisa mais bela
que essas palavras sem graça,
cavadas, duras.

A poesia livre
apresentada na sua fatalidade
sem questão de pretensões
retiradas do engasgo
de palavras não faladas
engolidas.

Seria por demais
pedir desculpas
a quem não lê
e me repudia
a falta de sentido?
Pela impudica ousadia
de escrever aquilo
que ele nunca vai ler?
Mas não é essa a força
que tem as palavras?
De ter vários sentidos
e ao mesmo tempo nenhum?

Então licença eu peço
pr´aqueles que nunca .
Tuas palavras não são minhas.
E as minhas não são tuas.

Continuo mesmo assim
mergulhado em palavras
que são minha parte
da parte que me cabe.

Mesmo pobres
poucas
as escrevo
são minha prisão favorita,
e delas
por mais que esse mundo cão
queira
não as pode me tomar.






quarta-feira, 3 de setembro de 2014

27 - Amor por receber

Procurei por todo lado
em casa
não encontrei
nenhum
recibo de amor vendido.

Se toda paga
de amor
me dessem
ao menos
uma nota promissória!

Pelo que não vendi,
amor dei,
não tenho como provar
que amei.

Ao menos
a lembrança
não me defronta
que nunca fiquei
de a ver.


26 - Lida

Recobre manto de ilusão
minha cabeça.
Sela minha visão.

Que a realidade é feia perigosa
inclemente
e sem razão.

Por onde salvar-se
de dura condenação
de estar ciente do que ocorre
fazendo nada nunca.

O mar sombrio
e as nuvens carregadas
dia e noite
por todas bússolas.

O andar carregado de fardo
arrastante relutante
em direção a lugar nenhum.

A fugaz fuga correria de mentiras.

Escondendo debaixo do manto,
sem encanto.

A diária realidade
exalando mal-cheiro
que gruda e não sai.

Caminhando sempre
em frente procurando oásis
neste deserto de intelectos
quente, seco e árido.

De mentes vazias
de sentido
sentimento
e razão.

Prolongado destino cruel
de choro lamento
convulsão.

Dores pontiagudas
que ferem, machucam,
dilaceram a autoestima.

Recompondo
de susto ligeiro
no malgrado tempo rasteiro
que gosta de puxar a porta;
fechando esperanças
trancafiando sonhos
escravizando a vontade
até que sobre somente ossos.

Nessa lida
lida lida.


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

5 - O profeta


Tudo que foi escrito
Está no livro
Naquele lá!

Quem poderá destrinchar
- esmerilhar -
Tudo que está lá?

Arrancar sabedoria do papel
Rabiscado por sabe-se lá quem
E repetir, repetir até cansar!

Vinde irmãos
Pra cear
O banquete de palavras sábias.

Subi ao palanque
E ficaste maior
Perante ouvidos atentos
Pra discórdia, lamento e entrega
De si.

Somos estultos
Daí-nos moral
Uma lição por domingo
E nos deixeis em paz.

Naquele livro
Aquele lá
Tem as palavras de conforto
Tem tudo lá.

Peço muitas coisas
E o livro as me dá.
Assim vou escutando
Quem o lê e me ensina o que há lá.

4 - O presente momento

Não tenho passado
nem futuro pra contar,
tudo que passo
passo agora.

Podia contar coisas da infância
que todas elas tem coisas pra contar
ou lamentar o amor perdido
que todos tem um pra lembrar.

Mas a fantasia mais nobre,
mais sóbria que estas,
é o cheio de vida
presente momento.

Temos a realidade
a um simples toque
- ou um olhar -
e preferimos viajar.

O turismo ao passado
ou em frente
é sonho frágil,
prefiro agora.

Qualquer tropeço
neste instante
é mais digno
que fantasmas.

3 - Indo pra mais além

Escrever poesia
é morrer de vergonha
é declarar-se à toa
coisa de quem perde tempo com bobagens.

Pior ainda o anônimo,
desconhecido demais pra ser lido,
sua poesia cai no
desprezo.

E
quando se diz a verdade
no lugar do bonito de ouvir?
Poesia indigente, indigesta.

Só queria saber
onde está escrito
que poesia tem que ser
coisa boa.

Pra então descobrir
de onde vem essa desdita à poesia;
eles podem
mas eu não.

Estou ajuntando as malas
pra fazer uma viagem inaudita
por este mundo estranho,
poético.

E deixo este bilhete
de quem parte pra nunca mais voltar,
indo pra lugar nenhum,
acompanhando o canto dos pássaros.

2 - Cova

Quantos segundos
temos que deixar passar
até que volte o bom senso
ao injustiçado?

Se a injustiça é um erro
persistindo no erro
a correção não demora
a chegar.

A seca moral
é sinal
de vindoura
tempestade.

Por todo lado
o erro campeia
solto
esperando retidão.

Que virá
de dentro e de fora
na justiça
que será feita.

O próprio coração
do indecente
será sua paga
e condenação.

A revolta do inocente
com o passar do tempo se aplaca
mas o culpado vai repetir seu erro
e cavar sua cova.



1 - Murros no ar

Do jeito que vem a vontade
de voar
com sua pressa
de sair logo voando,

vem junto o desalento
mais que depressa
com suas correntes e cadeados
engaiolando pretensões.

Inventemos uma chave
mestra
pra soltar
a imaginação.

As barreiras invisíveis
- mas reais -
não podem ser tão altas
nem tão grossas.

Que um sopro
um murro
e uma benção
não derrubem.


6 - Divino sol

Outrora caberia
tanta desgraça
numa coisa só?

Encaminho
esta penúria
enrolada em lenço branco
pra socorro me retornar.

As deslidas linhas que nunca escrevi
pérolas que senti
pra outrens nada são
e daí?

Eu lá tenho culpa se
os galhos e ramas
que se entrelaçam
em afrodítea posições,
rompem em busca de luz?

O sol é pra todos
inclusive pra mim!


7 - Menos fel

Dia cansativo
trabalhei o dia todo
no vazio
de longos hiatos

Penso no que podia
ser minha vida
noutro serviço
que fosse diferente

Talvez menos cheio de fel



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

8 - Cabelo

Eu e meu filho;
só isso já diz tudo.
Estamos aqui decidindo
sobre o cabelo.

Parece que ele gosta
de deixar o cabelo
grande e foda-se
então eu gosto também.

Por quê?
Porque cortar o cabelo
é um saco!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

9 - Tanto

Tanto desgosto
tanto alvoroço
tanta desgraça
tanta arruaça

Merda de vida
sopre vento nas ideias
pelo menos um pouquinho
pra levar essa catinga.
Nesse deserto de vida
esturricando ao sol
mais desperdício
de corpo pronto
jogado ao léu.

10 - Dez minutos

Agora faltam só dez minutos
pro lanche
que o corpo já está exausto
de não fazer nada.

O sol tilintando
pássaros cantando
trem de ferro ao longe
e fome de fazer alguma coisa.

Mas continuo minha labuta
sem esmorecer
nesta sina prisional
do pesado fardo
de fazer nada.

11 - Peleja

A sala do incorreto desencanto
cheia de um nada terrível
onde a esperança fica em branco.

Peleja contra as vistas cansadas
de um tempo demorado
que leva pra longe minhas passadas.

E tudo ali rui lentamente
levando junto capacidade e alegria
enterrando na vala comum sem dente.

Quem me dera recebesse um brinde
de um sorriso de moça bonita
no lugar desse vazio pedinte.

13 - Do nada

Arrancar do nada alguma coisa
nessa arte inventada
pra bezuntar ferida recente
de pomada matadera de tédio.
Linguagem comunicativa
que não diz nada
nem pretende ser lida.
Uso equivocado de mensagem
com o sentido rotineiro
trocado por enxurrada de verbaneio.
Poesia defecada
sem sentido
boba
e empoeirada.

15 - Viagem da vida

O coração da viagem
é um mar de espinhos
sem local de hospedagem
no gole de vinhos.

O cara travessa mundão
de cores pálidas sem luz
andando de buzão
vivendo feito avestruz.

Nem loco suporta isso
de viver imagens soltas
colhendo da vida resquício
sonhando com ondas revoltas.

18 - Automóvel

Uma multidão de automóveis
carregando estrume de gente.
Essa máquina reluzente
que encobre estes ignóbeis.
Jogasse todo esse estrume
a pé nas avenidas
estariam tantas almas perdidas
não sobraria um que aprume.
Nasceram com pés mas andam de rodas
tamanha loucura das cacholas
promovendo muitas degolas
enquanto se sentem fodas.
Bebendo petróleo com sangue
de conta que não sabem de nada
da mãe, do pai, da tia atropelada
morrendo sem ter estanque.

19 - Poesia sem rima

Não há poesia sem rima
que não dá pra ser bonita
coisa estranha sem pé nem cabeça
da tortura saída sem eira
que se foda o ritmo.
Minha rima não é rima,
a poesia é troça
de palavras corridas sem nexo.
Destrambelhadas são as frases
igual ajuntamento de lixo
escorridas da pertubação
sofrida.
Perdida coerência sempre buscada
nunca encontrada.

22 - Meia hora de nada

Mais meia hora de nada
eu aqui sem poder nada
nem deitar nem nada
só ficar sem fazer nada
nem cagar tenho vontade
nada nada.
Minha bunda já tá quadrada
paciência esgotada
e continuo a poder nada
nada nada.
Meu trabalho é fazer nada
e ai se fizer alguma coisa
coisinha de nada que seja
não posso
meu negócio é fazer nada.

24 - Procissão


Dois terço de um centavo
é o que vale a reza da beata
em cada procissão sofrida
com choro e vela poída
de um nó que não desata
chinelo de dedo na mão cravo.

Dois terço de outro centavo
correndo a mão calejada no lenço
esfregando na testa suada
seguindo sempre na mesma toada
dessa dor que não sai no senso
sem soltar patúa de cravo.

Um terço chega ao regaço
do despejo do corpo que desce
sob olhos de total descrença
dos vivos que pedem bença
pra ver se na alma ainda cresce
vontade de viver enquanto cai o cravo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

23 - Em defesa da honra

Defesa da honra.
O que é isto?
Alguém distorce o que você disse, para caber dentro da interpretação mesquinha que lhe cabe.
E depois te acusa.
Então é necessário se defender.
Podem ser mil ou dez mil, não importa, sua honra não depende de quantidade, depende é de qualidade.
Quem não entende, frágil mentalmente, a diferença entre desonra e honra, então só cabe a vez do martelo.
Tudo bem. Quem nasceu pra servir à realidade, verdade e inteligência - que no fundo estão interligados - precisa apanhar da burrice, da escravidão, do ermo da floresta da ilusão.
Estou aqui, quem quiser venha, com pedras e paus, não movo um centímetro das minhas convicções, pois o que tenho foi colhido com suor e o que vocês tem colheram foi da ignorância e iniquidade.
Quero pra vocês o fogo, que queime suas ilusões de matilha. Se sou humano me defendo como tal, cães.
Não tenho muito o que reclamar, sou afortunado de qualidades, enquanto vocês são cheios de maldade.
Quem me dera ajudar fosse a tuas imprevidências
nas vossas emperdenidas esperanças
de que algo de bom virá de vossas ignorâncias.
Predito tuas lamúrias na minha pequenez de vidente.
Sereis jogo fátuo na mão de limitados, frágeis, covardes, do bando de que fazeis parte, do fim que te mereces, do vil veneno que retornarás pra tuas bocas sedentas de sangue, que lambem o próprio ferrão em regozijo, de batalha pretensamente vencida, contra fantasma de tua própria projeção de teu medo que te engolirá. E te cuspirá. Em fogo. Pro fundo do inferno de tua covardia em forma de coragem dos muitos.
Covardes. Vós sois covardes.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

21 - Sangue

então resolveram provar meu sangue
ai ai
vão se arrepender
pois meu sangue é amargo fel
trouxas de babel

quem prova de meu sangue
bate na banguela
da descida inesperada
do buraco mais fundo que já se viu
em derradeiro vexame final
mortuário de indigentes sem breu

então como valias anteontem
meu caro perdido em si
de tanto achar que pode
vai se fuder de monte

que meu sangue é ardente
de tantas reprimendas aos indigentes
que falam língua de esperteza
enquanto cavam seu própria sepultura

esnoba então filho da puta
enquanto é teu tempo de lisura
que quando eu acordo
tu tomas no rabo sem dó

seu filho da puta
puta idiota
de mentalidade confusa
vai te catar no inferno
onde teus pedaços vão sobrar
enquanto te surro
até latejar tua lamúria
filha de merda, de pai e mãe de merda
filha da puta

dei minha confiança
arrastei até o chão pra que me viste
então tu na tua idiotice
achou que eu era barata
tua filha da puta

então toma no seu cu azulado
sua puta de merda
enquanto te bato de cinta
com fivela
na tua bunda murcha e roxa
e grita enquanto tem voz

desgraçada!