No profundo
e obscuro
vácuo da mente.
Procurando "eu"
não encontrei nada
além de mais profundidade.
Aquele não percebido,
sem atributos,
é "eu".
Ele é antes uma negação do que uma presença.
Isso incomoda o pequeno ego,
que busca preencher aquele vazio incomensurável
inflando-se.
Mas não adianta inflar o ego,
por maior que o ego pareça
não preencherá sequer ínfima parte
do "eu".
Assim debate-se o inflado ego
tentando vencer o grande vazio sem fim.
Luta vã.
O ego merece seu exato tamanho,
nada mais nada menos,
na sua efêmera existência.
Ali no seu tamanho próprio,
tranquilo no infinito de si mesmo,
ele encontra repouso.
Desse modo pode o ego realizar sua fátua viagem,
nessa fagulha momentânea
que chamamos de vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário