A solidão é meu pão.
Carrego meus passos sem
deixar rastros.
O que viram não sou eu.
São sombras de seus olhos.
O que fui são lembranças
suas, de um nada de
mim.
O tempo flui, engana,
pertuba o ar.
Rodopia. Pião de luz.
Vai e volta,
sem sair do lugar.
Busca de sensações
impelidas por desejos
fugidios. Esperanças
zigue-zagueiam sem parar.
Um gole pra refrescar;
adiante o sol.
Chorar, reclamar, tudo
ficou pra trás. Tanto faz.
Uma caneta me serve.
Tenho vazio nos dedos.
Buraco no andar.
Por isso deixei o sofrer
estendido no varal,
pra secar.
Adorei. Ficou ótimo!
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